segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Quais são os principais ritos do Anglicanismo? Como são as celebrações anglicanas?

Os anglicanos adotam como padrão para suas liturgias o chamado Livro de Oração Comum (LOC). Embora esse livro contendo ritos e orientações para as práticas litúrgicas da Igreja tenha sofrido muitas reformas e adaptações através dos tempos e das diversas regiões do planeta, conserva uma tradição e uma estrutura que faz com que seja reconhecido por toda família anglicana.

No Livro de Oração encontramos que a celebração da Eucaristia é o rito central, mas ele próprio oferece outros ritos para serem utilizados pelas comunidades comunidades anglicanas conforme a necessidade, incluindo ritos da palavra como a oração matutina e vespertina, ritos pastorais, etc. Além disso, com autorização do bispo, os anglicanos podem utilizar liturgias especiais e contemporâneas.
 
O Livro de Oração como padrão não engessa as celebrações, como em qualquer denominação cristã, as celebrações variam de comunidade para comunidade. Em alguns lugares mais informais e espontânea, em outros mais formais e ritualistas. O importante é que a junção entre as tradições católica e protestante faz com que católicos romanos e evangélicos se identifiquem e se sintam confortáveis durante as celebrações anglicanas.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

CARTA ABERTA DO POVO TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA AO POVO BRASILEIRO





Tupinambá de Olivença, esclarecemos ao Povo Brasileiro, que por estratégia dos que invadiram o território sagrado dos nossos antepassados, e que há muito vem usurpando nossa terra e espoliando nossas riquezas naturais, não permitem que nossa verdadeira história seja contada, omitindo nossa contribuição cultural, negando a nossa existência, nos chamando de “Falsos Índios” ou, “Supostos Índios” incitando-os contra nós, promovendo o Crime de Ódio, nos desqualificando e distorcendo o que verdadeiramente somos.

 
Somos anciões, mulheres, homens, jovens e crianças, muitos misturados biologicamente, filhos, netos bisnetos, tetranetos, etc., advindos do estupro, ou não, outros por união impostas – lembramos que são vários séculos de contato – que talvez não satisfazemos aos vossos olhos, ou até mesmo o ego daqueles que estão acostumados com estereótipos, a identificar um povo pela cor da pele, cabelos, ou olhos. Nunca esquecemos nossas raízes, e sempre mantivemos a nossa memória alimentada por nossos anciões, que através da oralidade nos permite saber de onde viemos e quem somos. Fomos obrigados a viver no anonimato por décadas e décadas, roubaram nossas terras, mataram nossos parentes e poucos conseguiram se manter em pequenas áreas e muitos dos nossos vivem em periferias das grandes cidades, em condições de vulnerabilidade, mas não perdemos o respeito pela Mãe Natureza, e nem o sentimento da partilha, muito menos a vontade de viver com dignidade, assim como, retomar o que é nosso por Direito Originário e está escrito na CF/1988, que é preciso fazer garantir.

Os estudos antropológicos de reconhecimento do território feito por instituição do governo comprovam e sustentam o que para nós sempre nos pertenceu, não somos os invasores, ou grileiros, somos a herança de uma história de guerra que duram exatamente 513 anos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Por que na Igreja Anglicana as mulheres podem se tornar Reverendas?

A ordenação de mulheres na Igreja Anglicana não é uma coisa intempestiva, na verdade é um processo que teve início há muito tempo. Florence Li Tim Oi, da Igreja de Hong Kong, foi a primeira mulher ordenada ao presbiterado na Comunhão Anglicana, em 1944. No Brasil, a primeira mulher a ser ordenada foi a Revda. Carmen Etel Alves Gomes, em 1985. Atualmente a Revda. Carmen é responsável pela Catedral de Santa Maria, em Belém.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Por que os Reverendos e Reverendas anglicanas podem casar?

A Igreja Anglicana considera a sexualidade um dom divino. Na narrativa do Gênesis fomos feitos um casal para vivermos nossa experiência erótica, e isso foi muito bom aos olhos divinos (Gênesis 1:27,28). Não podemos reprimir algo que faz parte da nossa natureza. Se quisermos olhar o Novo Testamento veremos que não existe nenhuma restrição ao casamento das lideranças cristãs, o apóstolo Pedro era casado e em nenhum lugar se afirma que ele tenha abandonado essa condição. São Paulo propõe aqueles que querem se dedicar ao ministério cristão que o façam de forma exclusiva, evitando o casamento, por outro lado reconhece que para alguns é melhor viverem a sua sexualidade de maneira sadia (1 Coríntios 7:9). Existem pessoas no anglicanismo que, por razões diversas, no seu engajamento cristão preferem não constituir família. Cremos que isso não pode ser uma imposição, é uma questão de opção e carisma.

Mensagem do Bispo Primaz ao VI Congresso do MST

Santa Maria, 10 de Fevereiro de 2014

E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32,17

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) congratula e se solidariza com a celebração do VI  Congresso Nacional do Movimentos das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil. O MST há trinta anos organiza sonhos e desejos de vida plena, defende os direitos ao acesso democrático e humano a terra, ao trabalho, a alimentos livre de venenos e luta contra o preconceito de grupos que por centenas de anos permanecem em situação de privilégio e dominação em nossas terras.

São três décadas de sonhos, mobilizações, lutas e conquistas para um Brasil melhor e para uma sociedade onde a justiça e a paz se beijam (cf. S. 85). Reconhecemos suas ações e colaborações na firme defesa de pessoas excluídas dos meios de produção deste país rico e extenso, mas dominados por uma elite que concentra, domina e é a aliada da violência para manter seus privilégios e a todo custo defender seus lucros.

A terra e a humanidade são expressão da Palavra de Deus, por sua “ordem todas as coisas vieram a existir: a vastidão do espaço entre as estrelas, as galáxias, sóis, os planetas em suas órbitas, e esta terra frágil que é nosso lar. Dos primeiros elementos fez surgir a raça humana e a abençoaste com  memória, razão e sabedoria…”  (cf. Livro Comum de Oração p.81).