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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Um Dom em Nossas Vidas

Para a minha geração, crianças na periferia da Arquidiocese de Olinda e Recife (nas décadas de 70 e 80 do século passado), Hélder Câmara foi, e continua sendo, mais que o Arcebispo, o influente pregador, o perseguido pela ditadura militar de então. Hélder Câmara foi, e continua sendo, um Dom em nossas vidas. E assim, muito afetuosamente, o chamávamos: Dom.
A nós bastava um simples anúncio de que ele estaria em nossa Paróquia ou em nossa Comunidade de Base, e já tínhamos o motivo maior para um banho bem tomado, para um brilho nos olhos e um sorriso largo. Éramos nós, meninas e meninos, que formávamos a comissão de boas vindas. “Nós te recebemos em nossa comunidade, e em nossos corações, Dom Hélder!”. Frase bem ensaiada no jogral das nossas catequistas.
Hélder Câmara foi pastor, foi profeta, foi pregador, “irmão dos pobres e meu irmão”, no dizer de João Paulo II, em sua visita a Recife (1982), na Ilha de Joana Bezerra. Tudo isso ele foi.
No entanto, para nós, meninas e meninos da periferia de Olinda e Recife, naqueles “anos de chumbo”, quando ele chegava em nossas capelas, muitas delas de chão batido, e sentava com a gente, afagava nossas cabeças e nos abençoava ... Há 19 anos, no dia 27 de agosto, celebramos sua páscoa. Hélder Câmara foi, e continua sendo, um Dom em nossas vidas.
Antonio Amaro, Missão da Liberdade - Diocese Anglicana do Recife.



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Dom Helder: difamado pela ditadura brasileira e impedido de receber o Nobel da Paz

Nesta segunda-feira, 27 de agosto, lembramos o aniversário de falecimento de Hélder Câmara, profeta da paz e da esperança. Dom Hélder faleceu no dia 27 de agosto de 1999. Confira a matéria que selecionamos para marcar a passagem da data.
Dom Hélder vive! Dom Hélder, presente!
Dom Helder Câmara, um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e signatário do Pacto das Catacumbas, documento que contribuiu para a formação da Teologia da Libertação na América Latina, foi difamado pelo governo ditatorial brasileiro [1964-85], através do ministério das relações exteriores, com o objetivo de impedi-lo de receber o prêmio Nobel da Paz. O ato teria sido uma represália pela sua atuação em prol dos direitos humanos dos perseguidos políticos no Brasil.
Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife [Estado de Pernambuco], mesmo indicado quatro vezes ao Nobel da Paz, entre os anos de 1970 e 1973, não pôde alcançar o reconhecimento, graças à atuação difamatória do governo brasileiro. Este produziu e difundiu entre os membros do comitê gestor do Prêmio informações que distorciam fatos de sua vida pessoal e religiosa.
A manobra foi revelada a partir de documentos obtidos pela Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara de Pernambuco (CNV-PE), disponibilizados pelo Itamaraty. A Comissão divulgou o conteúdo inédito dessa documentação na última sexta-feira, 18 de dezembro, em solenidade no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo executivo pernambucano.
Dom Helder faleceu de causas naturais, em 1999, aos 90 anos.

“No Brasil, se mata e tortura em nome da segurança nacional”

* Clique AQUI e continue lendo a matéria no site do CEBI.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

AnglicanAfro

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos (Mt 5: 6)

Reverendo Adriano Portela dos Santos

No XXXII Concílio Diocesano da Diocese Anglicana do Recife (DAR), realizado em 2017, fui convidado para uma conversa com Ronaldo Sales, Antônio Amaro Nascimento, Revda. Lilian Conceição e Alexsandro, sobre os negros e as negras na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Perguntava-se por qual razão não temos um discurso sistemático sobre a afrodescendência dentro da Igreja e planejava-se fazer algo para mudar essa realidade.

Transcorrido um ano desde então, infelizmente não fomos para a frente com os nossos propósitos; no entanto, a provocação permaneceu em meu coração. Estive no XXXII Sínodo da IEAB (2018), em Brasília, com essa provocação estalando na mente e cheguei a perguntar a alguns sobre o assunto em sua realidade eclesial.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou um cristão anglicano (I)

Adriano Portela
Ontem, 14 de junho, completei um ano como anglicano pleno, isto é, como alguém que foi recebido oficialmente como membro da Comunhão Anglicana. Esperei um ano até ser recebido oficialmente na Igreja, o que significa que participo efetivamente há 02 anos na comunidade anglicana.
O que é a Igreja Anglicana? A designação se remete ao termo latino “Ecclesiae Anglicana” utilizado pela Igreja Católica Romana para se referir à Igreja da Inglaterra. Quando Henrique VIII, acompanhando a avalanche reformista do séc. XVI, declarou a autonomia da Igreja da Inglaterra em relação à Sé Romana, manteve-se a designação Igreja Anglicana para essa comunidade de fé que, daí em diante, passou a se entender uma Igreja católica reformada.  Razão pela qual não faz sentido perguntar se ela é uma igreja católica ou protestante.

Na manhã do dia 14 de junho de 2015, quando o Bispo da Diocese Anglicana do Recife, Dom João Peixoto Câncio Filho, perguntou a mim: “Crês que esta Igreja é parte da verdadeira Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica de Cristo”?, renovei tranquilamente minhas promessas batismais e professei o Credo Apostólico porque não se tratava de renunciar à fé católica, mas de assumir um novo modo de vivê-la. Já não sob a forma romana, mas sim sob a forma anglicana, que é enriquecida pelas transformações suscitadas na Reforma Protestante, que, inclusive, foi absorvida em grande parte pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Responsabilidade ou Mordomia Cristã




meioambiente
Responsabilidade ou Mordomia Cristã
Cada qual dê conforme decidiu em seu coração, sem pena nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria”(2 Cor 9,7)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

7 de fevereiro – 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A santidade se revela na prática da justiça

I. Introdução geral
Muitas vezes temos uma compreensão relativamente inadequada e parcial sobre o significado da palavra “santidade”. Na maioria das vezes, pensamos que santidade está ligada unicamente ao indivíduo que a busca. Nesse sentido, a santidade diria respeito restritivamente a uma pessoa. Todavia, os textos bíblicos nos sugerem que a santidade, ou o fato de ser santo, se manifesta principalmente na prática da justiça. Dessa forma, ser santo e/ou buscar a santidade não significaria tão somente aquilo que faço para Deus, mas também, e especialmente, aquilo que faço para os outros.
II. Comentários aos textos bíblicos
1. I leitura: Is 6, 1-2a.3-8
Para o profeta Isaías, ser santo significa principalmente a prática da justiça: “O Deus santo mostra sua santidade através da justiça” (Is 5,16). Isaias entende que a santidade passa, automática e predominantemente, pela purificação dos pecados de injustiça (Is 1,10-20). Na vocação de Isaías no templo, sobressai sua visão do “santo, santo, santo” (Is 6,3). Visto que o Deus santo de Israel julga com justiça e exige a prática da justiça (Is 11,3-6), nada mais evidente que exigir do seu povo a mesma prática (Is 5,18-19). Isaías salienta que a proposta de santidade, enquanto luta pela justiça, rejeita todas as formas de ritualismos que não sejam acompanhadas da efetiva prática da justiça. É preciso lembrar que os relatos de vocação trazem sempre uma dimensão coletiva. Deus chama para que se preste um serviço ao povo e, por conseguinte, o beneficiário da vocação não é, em primeiro lugar, aquele que é chamado.
É por meio do impacto ocasionado pela declaração da santidade de Deus que a pessoa chamada se torna consciente de sua impureza como ser humano. Se de um lado encontramos a santidade, do outro encontramos a impureza. A impureza é causada pelo pecado e por qualquer comportamento desfavorável à comunidade. O texto mostra a reação do profeta diante da visão. Nota-se a purificação e consagração de sua boca, exatamente porque ele será destinado a falar. Além disso, convém salientar que o texto considera que tanto o profeta quanto os destinatários possuem “lábios impuros”. No entanto, somente o profeta é objeto de purificação. E os destinatários, os líderes, o povo? Vai depender de como irão responder à mensagem do profeta. Morar em meio a um povo de lábios impuros implica também “estar aprisionado na solidariedade da culpa coletiva”. Há diálogo entre os “dizeres”: o profeta ouve, mas também fala. Isaías e Javé se comunicam. Há protagonismo do profeta e, necessariamente, uma autoafirmação como sujeito que tem direito à palavra. Javé não manipula o discurso. Que fique claro: no relato de vocação de Isaías não existe, por parte de Javé, o monopólio da palavra.
2. II leitura: 1Cor 15,1-11
A afirmação da segunda leitura é fundamental para a fé cristã: Jesus morreu e ressuscitou. Trata-se do credo que Paulo recebeu e estava anunciando. Ele, Paulo, não é discípulo sozinho. É, sim, continuador de um caminho iniciado por muitos outros. Consciente de que é apenas mais um elo na grande corrente da fé, Paulo se apresenta como continuador do projeto de evangelização. Na expressão “segundo as Escrituras” podemos perceber que, para os primeiros cristãos, recorrer às Escrituras era o modo de afirmar a veracidade do presente que viviam. Assim, os primeiros missionários tinham a necessidade de demonstrar o caráter de cumprimento profético dos fatos que testemunhavam.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

COMPREENDENDO A HIERARQUIA ANGLICANA

De Cantuária ao Brasil Carreira religiosa tem vários estágios e funções
Por: Rev.Pe. Rodson Ricardo S. Nascimento



Primaz A Igreja Anglicana não possui Papa, ou “sumo pontífice” que é a autoridade máxima da Igreja Católica. Mas manteve a antiga Tradição do “primado”, ou seja, da existência de um centro de unidade visível e orientação da fé. Nesse caso, tratar-se do “Arcebispo de Cantária”, o primus inter pares, ou seja, o “primeiro entre os iguais” entre todos os arcebispos e bispos anglicanos. Significa “o primeiro dos bispos”. É o bispo que comanda uma “arquidiocese”, ou seja, um grupo de dioceses, que por sua vez são formadas por várias paróquias. É também o nome dado ao Bispo que desempenha a “primazia” em uma província.

No Brasil o Arcebispo é chamado de “Bispo Primaz”. Bispo Significa “supervisor” e é a partir desse nível hierárquico que o religioso recebe o título de “Dom” para ser usado antes de seu nome. O bispo também é o responsável pelo comando de uma das dioceses que formam uma arquidiocese. O bispo pode ser Diocesano, que é o bispo com jurisdição numa diocese – área eclesiástica; Coadjutor que é aquele que auxilia na administração da diocese; Sufragâneo, que também auxilia o Bispo Diocesano na administração, mas sem direito direto à sucessão e o Aposentado ou Emérito.

Reverendo, Padre ou Sacerdote. Reverendo significa “que merece reverencia”, “honra”. É um pronome de tratamento eclesiástico neutro, podendo ser aplicado a Pastores, Padres ou líderes religiosos diversos. Padre significa “pai” e é usado geralmente para Presbíteros e algumas vezes para diáconos. Sacerdote (prieste em inglês) significa “aquele que é sagrado” é outro pronome usado pelos anglicanos, especialmente os mais católicos. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Nelson Mandela: Nota de Solidariedade do Primaz do Brasil


Santa Maria, 06 de dezembro de 2013

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5.9

Aos nossos irmãos e irmãs sul-africanos estendo meus sentimentos pelo passamento de um grande líder. Nelson Mandela foi capaz de reunir duas características raramente conciliáveis: a coragem e a ternura.

Sua trajetória foi capaz de suportar a repressão de um injusto regime e transitar de forma íntegra da prisão à liberdade e vencer pelo exemplo. Quando a vitória o levou a dirigir o seu povo nunca usou o poder para vingar-se dos seus opressores. O processo de ampla reconciliação nacional revelou a sua profunda leitura espiritual da vida.

Que seu exemplo sirva para os líderes de nosso mundo. Aos anglicanos da África e ao povo estendo as minhas orações para que o consolo de Deus seja com todos. Descanse em paz Mandiba! Que seu exemplo nos inspire!

++ Bispo Francisco de Assis da Silva
Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CARTA PASTORAL DE DOM SEBASTIÃO ARMANDO, POR OCASIÃO DO XXIX CONCÍLIO DIOCESANO

É com emoção que presido a celebração deste Concílio, a grande festa anual da Igreja. Ao concluir meu ministério de Bispo Diocesano, vejo que certamente não ajudei vocês em tudo o que seria desejável. O mesmo digo de vocês, também não me ajudaram no nível desejável. Que Deus aceite nossa boa vontade e reta intenção, e tenha misericórdia de nossas falhas e até má vontade. Devo confessar que já começo também a carregar saudades. Um dos grandes privilégios espirituais de Bispo diocesano é ter a chance de acompanhar pessoas e comunidades em seu crescimento. Algumas até desde a infância à idade adulta, ou quase. Ordenar, por exemplo, pessoas maduras e íntegras. Confirmar pessoas bem preparadas, quando isto acontece, com comprovado compromisso com a Igreja. Escutar sonhos, ansiedades, dúvidas, às vezes até pecados; perceber o amadurecimento no desempenho do ministério de Cristo, mesmo admoestar e corrigir; ter a graça de partilhar da intimidade e do testemunho de santidade de tanta gente, às vezes até quase escondida entre nós… unicamente com o desejo de ver as pessoas crescerem e o Evangelho revelar sua “dynamis” de salvação e santificação. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA DE NAZARÉ PARA A FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA

Por: ML Alexandre Bruno de Souza da Silva


Estamos vivendo a era do relativismo. Uma época marcada pela perda dos valores morais, éticos e cristãos. Todas as grandes instituições, dentre elas, a família estão em crise.

Em meio a tanto pluralismo e escassez de referências, somos interpelados pela inquietude de nossa alma a visitar com frequência o "lar de Nazaré", e aí, no regaço acolhedor da Sagrada Família, contemplar o ideal de família que valeria ser copiado e seguido por todas as famílias do mundo.

Parece utopia, mais é motivadas por este carisma que a família da Inclusão, (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) vem ao logo deste tempo, trabalhando incansavelmente pelo bem e pela santificação das famílias, nas pegadas, de nossos pais espirituais, ministros, reverendos e bispos; em "dar continuidade da abrangência do amor de Deus!". 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

ANGLICANISMO E CATOLICISMO: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

* Por Rev. Gecionny Pinto, TSSF


NOSSO ENDEREÇO: AV. LOTUS 570, NELSON COSTA - ILHÉUS BA.



NOSSO CULTO: DOMINGO ÀS 9:00h


Ao se depararem com a Igreja Anglicana, muitos tendem precipitadamente a tomar conclusões equivocadas. Uns a classificam como a Igreja Católica Romana sem o Papa; outros somente como mais um Igreja Protestante; para outros, nem uma coisa nem outra.

Certos de que é imprescindível conhecer o que somos para podemos nos comprometer com o anglicanismo, traçarei uma breve comparação entre essas duas Igrejas Históricas e cabe ao leitor tirar suas conclusões.

As duas Igrejas professam os Credos da Igreja Indivisa ( Una, Santa, Católica e Apostólica ). As duas são litúrgicas na forma do culto e nas vestes do sacerdote, nos paramentos do altar. A liturgia anglicana é tirada do Livro de Oração Comum ( LOC ), a liturgia católica romana é tirada do Missal romano.

domingo, 19 de agosto de 2012

Opinião: Uma defesa da Primeira Comunhão

Revdo. Rodson Ricardo Souza do Nascimento

Ecce exiit qui seminat, seminare. (Mc 4,3)

“Eis que o semeador, saiu a semear”. Tomo essa conhecida parábola evangélica para iniciar minha defesa da Primeira Comunhão na Igreja Anglicana no Brasil. Primeira comunhão entendida aqui como a preparação para a celebração em que os cristãos batizados, crianças ou adolescentes, receberam pela primeira vez o “Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo”, a Santa Eucaristia. Aproximemo-nos da parábola. A partir de elementos presentes na trajetória do ser humano, que Jesus nos fala, enfocando o Semeador, a Semente e os solos para, ilustrar a instabilidade dos homens.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A IGREJA QUE HENRIQUE VIII NÃO FUNDOU


VENHA FAZER UMA EXPERIÊNCIA DE FÉ COM O DEUS VIVO E VERDADEIRO, A IGREJA ANGLICANA QUER LHE AJUDAR A ENCONTRAR-SE COM DEUS.

NOSSO ENDEREÇO:
AV. LOTUS, 570 (LÁ NO FINAL DA AV.).
NELSON COSTA - ILHÉUS.

NOSSO CULTO EUCARÍSTICO:
DOMINGO ÀS 9:00H.



Qual o anglicano que já não cansou de ouvir a “história” de que o rei inglês Henrique VIII é o fundador da Igreja da Inglaterra? É isso que se ensina nas nossas escolas, e a coisa passa como conhecimento comum. No entanto, isso é inteiramente falso.

Daí, em consequência dessa “história”, muitos membros da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil pensam seja a sua Igreja um produto da Reforma, diferindo apenas em coisas de somenos importância das denominações que se originaram nesse movimento do século XVI. Dele surgiram denominações Luteranas (derivadas dos seguidores de Martinho Lutero), Presbiterianas e Congregacionalistas (derivadas dos seguidores de João Calvino, por isso chamadas “Calvinistas”), e Metodistas, cujo aparecimento se deu por volta de 1800.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ANGLICANISMO: PERGUNTAS FREQUENTES. PARTE 3





Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, Mateus 28:19

O nosso Culto Eucarístico é realizado aos Domingos, às 9:00h. O nosso endereço é Av. Lotus (lá no final da avenida), 570, Nelson Costa - Ilhéus.


15. São considerados válidos outros batismos?

A Igreja Anglicana reconhece como válido qualquer batismo realizado com água, administrado em nome da Santíssima Trindade. Não praticamos o re-batismo. Em caso de dúvida, a liturgia anglicana do batismo possui uma fórmula para o chamado "batismo condicional".


16. Se o Batismo é uma decisão pessoal, por que batizar crianças? Para que servem os padrinhos?

A Igreja Anglicana batiza pessoas de qualquer idade, desde que não tenham sido ainda batizadas em alguma igreja cristã. A Igreja Anglicana pratica o batismo infantil, como já fazia a Igreja primitiva, embora os primeiros convertidos ao Cristianismo fossem, em sua maioria, adultos. Qualquer criança pode ser batizada, independentemente da situação matrimonial de seus pais ou padrinhos. Quando amamos alguém, queremos que ele participe da nossa alegria e felicidade. Mesmo que até não entendam bem no começo. Assim foi o que ocorreu com a Igreja. Do Batismo de adultos, inicialmente o único, passou-se a batizar os bebês, assumindo, em nome deles, os votos de fidelidade a Jesus Cristo. Mesmo antes do Batismo de crianças, já existia a figura do padrinho ou “fiador”, que acompanhava o processo de preparação para o batismo, chamado de catecumenato. A comunidade
sempre teve um papel importante de apoio e fortalecimento do batizando. Isto também vale para os dias de hoje.


17. Quais são as exigências para entrar na família de Deus, a Igreja, e quais as vantagens?

É preciso crer no amor salvador de Deus em Jesus e aceitar viver conforme a vontade de Deus. Devemos renunciar a tudo o que nos afasta de Deus, de nossos irmãos e irmãs e de sua Criação. É necessário estar disposto a seguir o caminho da cruz, de despojamento e de serviço. No Batismo, tornamo-nos discípulos (aprendizes) de Jesus, dispondo-nos a viver com ele numa vida de total entrega e obediência ao Pai, guiados pelo Espírito Santo. Feitos filhos e filhas de Deus, vivemos numa grande família de fraternidade, comunhão e testemunho. Compartilhamos de uma vida ressurreta e gloriosa. Qualquer pessoa batizada pode participar da Santa Eucaristia e receber regularmente os elementos da santa comunhão, se para isso se julgar digna diante de Deus.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Nossa Senhora



1) Nossa Senhora de Walsingham

Conta-se que "no ano de 1061, Nossa Senhora apareceu a uma mulher chamada Richeldis de Faverches e lhe pediu que construísse ali uma casa igual a que Maria vivera e Recomendou que ela mantivesse exatamente as mesmas medidas da casa original em Nazaré. Mas foi somente depois de três aparições que a senhora Richeldis começou a realizar a obra que Nossa Senhora lhe havia pedido.

Depois de muito sofrimento, a senhora Richeldis não estava obtendo êxito em sua missão, parecia que tudo falhava e assim não estava conseguindo construir a replica da "Santa Casa" de Nazaré, então, ela se dirigiu a Nossa Senhora e começou a rezar. Durante a madrugada de oração que realizava Nossa Senhora atendeu ao seu pedido milagrosamente. A casa apareceu finalmente pronta a 200 pés do local onde a obra havia sido iniciada. Muitas graças e milagres se deram depois disso neste santo lugar.

A fama de Walsingham se espalhou e vários outros lugares de oração foram construídos por causa da casa que se tornou um memorial da anunciação do Anjo Gabriel a Virgem Maria.

De 1146 a 1174 os padres agostinianos passaram a tomar conta do convento, construído depois, e, logicamente, da "Santa Casa".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ANGLICANISMO: PERGUNTAS FREQUENTES. PARTE 2


Tu és meu Deus, eu te agradeço. Meu Deus, eu te exalto!
(Salmo 118 117;28)


Amados irmãos, amadas irmãs, esta é a segunda parte da série de perguntas sobre o anglicanismo. 

Lembramos o endereço do nosso Ponto Missionário da Santísima Trindade que está na: Av. Lótus, 570 (lá no fim da avenida) Nelson Costa - Ilhéus.


O nosso culto eucarístico é celebrado aos domingos às 9:00h. Todos são amados e acolhidos por Nosso Salvador Jesus Cristo.



Vamos às perguntas e mergulhemos mais profundamente no anglicanismo: 

8. A música é importante para vocês?

Música é oração. É uma das formas através das quais oferecemos louvor a Deus. Algumas de nossas paróquias possuem corais conhecidos no meio religioso. Além disso, possuímos um hinário com composições tanto da Igreja indivisa quanto do protestantismo, bem como cancioneiros contemporâneos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ANGLICANISMO: PERGUNTAS FREQUENTES. PARTE 1

Amados irmãos, amadas irmãs, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e Jesus nosso Salvador.



Para um melhor conhecimento da Igreja Anglicana, será publicada uma série de perguntas com respostas importantíssimas para quem deseja aprender algo mais sobre o anglicanismo.


Lembramos ainda que o nosso TEMPLO - IGREJA - situa-se na Av. Lotus 570 (lá no final da Avenida), Nelson Costa - Ilhéus. De ônibus, desce no primeiro ponto depois que virar à direita(no Centro Comunitário - Escola), volta para a lótus segue em direção ao final, estamos perto de um ponto de moto táxi e em rente à Panificadora Modelo.


Boa leitura e aprendizagem a todos e todas.



1. A Igreja Anglicana foi fundada por Henrique VIII?


Os livros didáticos de história ensinam categoricamente que o Rei Henrique VIII criou a Igreja Anglicana. No entanto esta afirmação é equivocada. A Igreja na Inglaterra começou a surgir no século II quando os celtas conheceram a religião cristã. Após isso Roma envia Santo Agostinho a essas terras e faz com que a Igreja lá existente se unisse com Roma. Muito tempo depois quando ocorre a Reforma Protestante do Sec. XVI, a Inglaterra vivia uma grande instabilidade política por causa da interferência papal do governo, e também com a tensão existente com a Espanha. Henrique VIII não permitiu a interferência papal nas questões do seu país, ficando contrariado quando o Papa negou declarar nulo seu casamento com Catarina de Aragão. Seria um ato comum naqueles tempos, - já havia diversos precedentes, - mas o Papa estava pressionado por questões políticas da Espanha e Alemanha, não atendeu o pedido. E o rei pôs fim à autoridade, interferência e jurisdição papal na Inglaterra, chamado-a a si mesmo. Então, em represália, Henrique foi excomungado (afastado da comunhão com a Igreja) pelo Papa. Mas a Igreja na Inglaterra permaneceu como sempre fora, quer dizer, praticamente com as mesmas igrejas, os mesmos bispos e sacerdotes, as mesmas dioceses, os mesmos ofícios e os mesmos fiéis. Parte do clero permaneceu na Igreja Romana gerando muitas tensões, no entanto, hoje a Igreja Romana e Anglicana convivem pacifica e amigavelmente na Inglaterra e em todo o mundo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

História da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Primeiros passos do anglicanismo no Brasil

 

Os anglicanos celebram a sua liturgia em terras brasileiras desde 1810, através de várias capelanias espalhadas pelo país e subordinadas à Igreja da Inglaterra. Essas foram as primeiras igrejas não-romanas est abelecidas nestas terras.

Entretanto, a igreja voltada especialmente para os brasileiros começou intencionalmente em 1890. Foi nesse ano que dois missionários americanos, Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris, organizaram a missão em Porto Alegre. O primeiro culto foi realizado na tarde do dia 1o de junho de 1890, Domingo da Trindade, em Porto Alegre, na Rua Voluntários da Pátria, 387, numa ampla casa alugada, que ficou conhecida como Casa da Missão. Na época, a cidade tinha aproximadamente 60 mil habitantes. No ano seguinte, chegaram os missionários William Cabell Brown, John Gaw Meem e a professora Mary Packard. Esses cinco missionários podem ser considerados como os verdadeiros fundadores da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) em solo brasileiro. Em seguida, estabeleceram missões em Santa Rita do Rio dos Sinos (hoje Nova Santa Rita), Rio Grande e Pelotas. Essas três cidades e a capital do Estado logo se transformaram em importantes pontos estratégicos e centros irradiadores da expansão e do desenvolvimento da nascente igreja.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

AS MULHERES DE BATINA

Ordenação feminina entre os Episcopais Anglicanos no Brasil

* Do: FILOPOIESIS

A cada dia o estudo do sagrado e de suas hermenêuticas possíveis tem ganhado cada vez mais destaque nos meios acadêmicos, isto porque, o campo religioso, é também um espaço de construção, legitimação e exercício do poder. Se não buscarmos compreender as estruturas de poder que atuam em nossa sociedade, corremos o risco de não compreendermos uma parte significativa do capital simbólico que constrói e referencia os usos e costumes das comunidades que pesquisamos, tornando inócua nossa análise histórica e sociológica.

O estudo sobre a ordenação de Sacerdotisas Anglicanas no Brasil nos remete inevitavelmente á relação tríplice entre história, religião e gênero. O lugar que não apenas a mulher, mas que o feminino ocupa no imaginário simbólico do cristianismo tem sido uma herança incontestável para designar e legitimar o lugar da mulher na sociedade ocidental.

Entendemos que no cristianismo e na maioria das religiões monoteístas como o Judaísmo e o Islamismo, têm na figura masculina sua principal representação como, por exemplo, Jesus, Iaveh e Alah. Desse modo, seus representantes legítimos os profetas e sacerdotes responsáveis por mediar a relação entre as pessoas e o sagrado também são, via de regra, do sexo masculino.