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segunda-feira, 12 de março de 2018

CARTA ABERTA DO CONSELHO DIOCESANO DA DIOCESE ANGLICANA DO RECIFE

Adotando e atualizando a carta pastoral ao povo e ao clero da Diocese Anglicana do Recife (DAR), intitulada CHAMADO AO TESTEMUNHO AMOROSO DA PRESENÇA DE DEUS NO MUNDO, de nosso Bispo Diocesano, Dom João Câncio Peixoto Filho, datada de 16 de julho de 2015; nós, membros do Conselho Diocesano da DAR, nesta data na qual celebramos o testemunho de vida e fé das mártires Perpétua e Felicidade, que foram mortas pela intolerância religiosa do então imperador Septímio Severo (século III d.C)., reafirmamos que:
  1. A Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Província da Comunhão Anglicana, se reconhece como uma pequena parte da Igreja de Cristo que tem consciência de que não é proprietária de Deus.
  2. Somos uma Igreja ecumênica, membro de todas as instâncias nacionais e internacionais ecumênicas, que reconhecem o mundo como um lugar comum a todas as pessoas e que o respeito à unidade cristã na diversidade é uma ação de promoção de cultura de paz.
  3. Também nos reconhecemos como uma Igreja aberta ao diálogo inter-religioso, por reconhecer a diversidade religiosa e acreditar que somente em diálogo poderemos construir um mundo melhor.
  4. Acreditamos que Deus é amor (I João 4:8b). Se queremos o reconhecimento de que somos filhas e filhos de Deus, o amor deve ser nossa prática.
  5. Somos uma Igreja inclusiva, que assume que as diversidades fazem parte da riqueza da humanidade e que os seres humanos, em suas diversidades, igualmente foram criados à imagem e semelhança de Deus. Portanto, respeitar o ser humano é respeitar a Deus.
  6. Como parte da Comunhão Anglicana, temos algumas marcas para nossa ação missionária que orientam nosso testemunho de fé:
  • Proclamar as boas novas do reinado de Deus;
  • Ensinar, batizar e nutrir os novos crentes;
  • Responder às necessidades humanas com amor;
  • Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação;
  • Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra.
  1. Em Recife, somos parte do Diálogo – Fórum da Diversidade Religiosa em Pernambuco, e também do CONIC Pernambuco – regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, e orientamos os membros da nossa Diocese que sejam testemunho amoroso da presença de Deus no mundo.
  2. Diante do que aqui testemunhamos, registramos veementemente que não comungamos com ações de intolerância e desrespeito de qualquer tipo e espécie, e, particularmente, com a violação do direito de liberdade de culto dos Povos de Terreiros. Direito esse que nos é comum. De modo que repudiamos a inapropriada e desrespeitosa publicação da Vereadora Daize Michele de Aguiar Gonçalves (conhecida por seu nome social: Missionária Michele Collins), que desrespeitando seu mandato, incita à intolerância religiosa em seu chamado feito em sua página no Facebook, no dia 04 de fevereiro, às 02h05, como segue:
Noite de intercessão no Recife, orando por Pernambuco e pelo Brasil, na Orla de Boa Viagem, clamando e quebrando toda maldição de Iemanjá lançada contra nossa terra em nome de Jesus. O Brasil é do Senhor Jesus.  Quem concorda e crê diz amém.
  1. É importante afirmamos que é do conhecimento público de que a data 02 de fevereiro é celebrada pelas tradições de matrizes africanas como Dia de Iyemanjá, Orixá feminino das águas salgadas. O que torna a publicação ainda mais aviltante e desrespeitosa.
  2. Reafirmamos que como parte da Igreja de Cristo, só podemos nos dizer seus discípulos e discípulas se promovermos ações de vida e de respeito à diversidade que compõe a Criação de Deus.
  3. Nosso respeito aos Povos de Terreiro, bem como a todas as tradições religiosas e às pessoas e grupos que se afirmam ateias ou sem religião, por acreditarmos que cada pessoa, religiosa ou não, é imagem e semelhança de Deus.
Com intenção de que nos irmanemos para a construção de uma cultura de paz,
Conselho Diocesano da Diocese Anglicana do Recife


* Reprodução do portal da DAR

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ENCONTRO NACIONAL LGBT


O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) vem a público anunciar encontro para pessoas LGBT leigas e do clero, com o tema “Igreja segura: respeito e plena inclusão das pessoas LGBT”. Ocorrerá nos dias 25  a 27 de maio de 2018 (sexta à noite, sábado e domingo). A reunião foi adequada a um final de semana, de modo a permitir que as pessoas que trabalham durante a semana possam estar presentes. O evento ocorrerá em casa de retiros distinta do espaço reservado para o sínodo, de modo garantir privacidade às pessoas que vierem. Todas as despesas da casa de retiros serão cobertas pelo patrocínio do SADD, cabendo a quem participar apenas cobrir o custo de viagens de/para Brasília.
Trata-se de mais uma iniciativa do SADD a partir do desafio de discussão sobre o tema da diversidade sexual, proposto no Sínodo de 2013, e do tema de igreja segura proposto pelo Conselho Consultivo Anglicano (CCA), em 2011. Desde então, o SADD vem se debruçado em diversas iniciativas nas dioceses e distrito missionário, o que culminou com a publicação de material educacional e assessoria . Tais debates foram replicados em diversas instâncias da IEAB, inclusive junto às mulheres (UMEAB) e juventude (UJAB). O encontro LGBT advém do amadurecimento desse trabalho iniciado pelo SADD há alguns anos, e replicado em debates e rodas de conversa locais.

A reunião terá quatro eixos temáticos: resgate histórico da inclusão LGBT na vida da IEAB, conversa pastoral entre as pessoas presentes expondo dores, anseios e esperanças, estudo bíblico comunitário e discussão teológica sobre impedimentos e avanços em relação à inclusão de todos os filhos e filhas de Deus. O evento gerará um documento final, apresentando relatos e perfis dos membros da IEAB que são LGBT, memória das reuniões, subsídios bíblicos e teológicos, o qual será entregue às delegações sinodais.

O evento é aberto apenas à participação de pessoas LGBT (leigas e do clero), a fim de garantir-lhes lugar de fala nas discussões. As únicas pessoas não-LGBT presentes serão assessoras do SADD. Não será feito registro fotográfico, de áudio ou vídeo do evento. Convites e contatos devem ser feitos individualmente com pessoas interessadas através do e-mail enlgbtieab@gmail.com. Todo o cuidado está sendo tomado para permitir a participação e a liberdade de voz à maior quantidade possível de pessoas LGBT da IEAB, sem exposição desnecessária de pessoas e relatos de vida.

Solicita-se à toda a Igreja que esteja em oração para que seja um encontro frutífero para nossa vida comunitária.
Prazo limite para inscrições: 01/03/2018

* Post reproduzido do SNIEAB

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cidadania

http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/detalhe-da-materia/info/ilheus-sedia-i-encontro-municipal-de-promocao-da-igualdade-racial/59342

  "“Racismo institucional”, “Extermínio da juventude negra e indígena” e o “Enfrentamento à violência contra as mulheres” são alguns dos principais temas que serão discutidos durante o I Encontro Municipal de Promoção da Igualdade Racial, que acontece no dia 10 deste mês, das 8 das às 17 horas, no auditório do Centro Estadual de Educação Profissional em Transporte e Produção Industrial (CEEP-Logística), antigo Colégio Estadual, situado no bairro do Malhado. A realização é do grupo Povos Tradicionais, com o apoio da Prefeitura de Ilhéus.
  Os organizadores do evento acreditam que..." CONTINUE LENDO

sexta-feira, 10 de março de 2017

Parabéns mulheres!



     A diarista Dulcineia dos Santos de Souza, 40 anos, mora com dois filhos. Às seis da manhã ela e a caçula saem apressadas para não perderem o ônibus. A menina vai para a escola enquanto Dulcineia irá encarar mais um dia de rotina nas faxinas em domicílio. Essa família é mais uma entre as milhares que residem em um dos conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida - em Salvador (BA) - construído para pessoas que moravam em imóveis com risco de desabamento ou alagamento, aluguel, desempregados, autônomos, assalariados e até mesmo para ex-moradores de rua. Apesar das benfeitorias existentes no conjunto, basta observar as áreas de circulação e perceber que ainda não há um acordo entre síndicos, síndico geral, Prefeitura Municipal e Governo Federal para a organização dos espaços comerciais. 
     Na abertura da série que homenageia as mulheres durante todo o mês de março, aprecie a conversa com essa trabalhadora, negra, participante ativa do Terreiro Olobirin Ruinati Jade Odo (mulher que ressuscita os mortos das profundezas) localizado no bairro Valéria. Texto e foto: Capinan Junior, SRTE 3612 BA. 

     CJ: - Qual o seu sonho? O que você gostaria de realizar na sua vida que ainda não fez?
     DSS: - Eu queria ter uma agência de domésticas porque tem muita mulher querendo trabalhar e não consegue trabalho.

     CJ: - Você acredita na possibilidade de um relacionamento de pessoas que se conhecem pela internet?
     DSS: - Eu não queria não, você conhecer pessoalmente já dá trabalho, imagine uma pessoa pela internet. Pela internet o povo fala que é Deus, que é isso que é aquilo, quando você vai ver, conviver com a pessoa, você conhece, apesar que conviver a dois é difícil, de ambos os lados, cada um tem seu temperamento, seu jeito, você quer uma coisa o outro quer outra, sempre alguém tem que ceder e se os dois forem teimosos, ninguém cede, é só briga. Pessoalmente quando você conhece, você observa a pessoa. Imagine você conhecer pela internet, feito uma mulher que passou na televisão que viajou do Brasil e foi para o Japão, foi conhecer o homem, chegou lá se decepcionou com o homem, ele nem foi no aeroporto buscar ela. Eu acredito no amor pela primeira vez se você olhar a pessoa, todo dia um ficar olhando pro outro, dentro do ônibus, na rua, mas internet não acredito não.

     CJ: - Quando você ouve músicas de pagode ou funk que desqualificam a mulher, você se sente ofendida? 
     DSS: - Eles estão falando que hoje em dia a mulher só serve para sexo para o homem, os homens hoje em dia só querem a mulher para sexo, não gostam da mulher. Ele não vê qualidade, nem beleza e nem defeito. Antigamente o homem observava a qualidade da mulher e os defeitos que a mulher tinha, hoje em dia eles olham o corpo, se a mulher é gostosa, se ele acha a mulher gostosa ele quer, ele não quer saber de qualidades, se a mulher é prendada. Imagina, meu #$% te ama. Quem ama, como Vando fala na música, que o homem tem dois corações, o de cima e o de baixo, o de cima gosta de uma pessoa só, mas o pênis e a vagina quando bate a atração física, você pega qualquer um, você tem um relacionamento, uma aventura que atrapalha sua vida. A pessoa se tiver cabeça não vai cair na aventura porque ela sabe que ali é uma aventura, então só é sexo, não é amor, não é companheirismo, não é nada, então esses caras que cantam essas músicas eles só querem uma aventura, é tudo vazio por dentro e nada sério, porque não é ele que ama a mulher, ele gosta do sexo que a mulher faz, se a outra fizer melhor, ele quer a outra, não quer mais ela.  

sábado, 19 de novembro de 2016

Juventude Anglicana

Alunos Online - Uol

  "Como cristãos e cristãs, aprendemos desde os nossos primeiros estudos bíblicos que Cristo foi o maior humanista que existiu em toda a história, e pelas Escrituras confirmamos isso através dos relatos a respeito de todas as suas falas e atos sobre amor ao próximo e cuidado com os oprimidos em prol a justiça e honestidade. Entretanto, uma grande dificuldade enfrentada desde a época de Jesus, se encontram indivíduos que buscam o bem individual ao invés do bem comum, gerando um interesse movido a ganância e egoísmo em conveniência própria. Podemos até mesmo encontrar exemplos no cenário brasileiro atual como a PEC 55 e as ocupações estudantis.
  Com base neste tema, podemos comparar, por exemplo, a atual situação do nosso país com..." LEIA MAIS.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Literatura

http://www.cortezeditora.com.br/xenofobia-medo-e-rejeicao-ao-estrangeiro-1641.aspx/p

CLIQUE AQUI para saber outras informações sobre o livro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mensagem da Câmara Episcopal da IEAB sobre as Eleições Municipais



Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o injusto domina, o povo geme.
Provérbios 29:2
Após a conclusão de um processo de impedimento de fraca consistência contra a Presidenta da República, o país vive um tenso momento de confronto politico entre forças opostas que buscam retomar, por um lado, um caminho de um Estado voltado para o povo e, por outro, um Estado que amplia certamente privilégios para os mais favorecidos.
Neste contexto conturbado nos encontramos às portas das eleições municipais. Lembremos que a esfera municipal se torna o espaço de disputa para garantir base política mais forte que sustente, seja de um lado, ou de outro, o projeto político para o país que daqui a dois anos será submetido à prova de novo, com as eleições para governos estadual e federal.


Todos nós sabemos que as disputas municipais pouco têm a ver com programas realmente municipais. Em síntese, a disputa municipal reproduz os interesses e projetos construídos na esfera federal. A fragilidade econômica dos municípios é fato incontestável. Não há sustentabilidade fiscal suficiente para a maioria dos municípios gerirem seus programas e cumprirem com suas responsabilidades.
Recomendamos alguns parâmetros para a escolha de pessoas como vereadores(as) e prefeitos(as) a ser considerados pelo povo episcopal anglicano e por todas as pessoas de boa vontade:
•           Valorizar seu voto e entender que ele é instrumento legítimo de construir uma sociedade mais justa e solidária. Além do que é um instrumento valioso do testemunho de nossa fé.
•           Filtrar com sabedoria a relação entre propaganda política e perfil de candidaturas baseado na coerência de vida e de ações dos candidatos na sua relação com o interesse das pessoas mais pobres. À exemplo de Jesus, nosso voto nunca não deve dado a candidaturas que promovam a exclusão das pessoas mais pobres ou de propostas que acabem com políticas de inclusão social.
•           Avaliar se os candidatos apresentam propostas que realmente apontem para um projeto de gestão municipal diretamente ligada ao cotidiano de nossas cidades, com especial atenção aos serviços públicos de saúde, educação, transporte público e todos os que garantam a qualidade de vida à população..

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Campanha Primavera para a Vida 2016

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos….


Amigas e amigos da CESE!
É com muita alegria que fazemos contato para apresentar a Campanha Primavera para a Vida 2016.
Desde o ano 2000 realizamos esta Campanha que já se tornou uma tradição. Durante todos esses anos, os temas abordados expressaram o nosso compromisso de estimular e contribuir com as igrejas em suas reflexões e posicionamentos em favor da afirmação e defesa da Justiça, Paz e Integridade da Criação. Lá se vão 16 anos! E para refrescar a memória, apresentamos os temas já trabalhados:
·       2000 Vamos Juntos Semear Justiça
·       2001 Semear Solidariedade e Paz
·       2002 Pão e Paz
·       2003 Juventude e Paz
·       2004 Cidade de Paz
·      2005  Mulheres e homens construindo cidades de paz
·      2006 Direitos e Justiça para a Paz
·       2007 Direitos e Justiça: uma Ação para Crianças.
·       2008 Direitos e Justiça
·       2009 Cuidar da nossa Casa Comum a Terra
·       2010 Justiça ambiental
·       2011 Justiça ambiental na perspectiva de direitos
·       2012 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça
·       2013 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça
·       2014 O bem que você faz muita gente compartilha
·       2015 Eu respeito a diversidade religiosa. E você?
No lançamento da Campanha do ano passado, realizamos uma Roda de Conversa sobre o tema na própria CESE. Em conjunto com o CEBI lançamos uma publicação abordando a temática. De lá para cá o tema perpassou o Programa de Pequenos Projetos e foram apoiados 14 projetos com esta temática.. E o nosso compromisso com o tema continua, pois as intolerâncias persistem.
Para este ano, o tema escolhido é: Direito à vida da juventude. Por que decidimos trabalhar com este tema? Porque, apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuíssem para uma transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira, sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao lazer e à participação nos processos sociais e políticos. O dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Manifesto Episcopal brasileiro

www.portalfiel.com.br 
 

   "Nós Bispos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, manifestamos nossa indignação diante da arbitrariedade cometida na prisão do Professor Jaider Batista da Silva, acusado, sem provas, por corrupção e mantido incomunicável; a ele, membro em plena comunhão da nossa igreja, e a sua família, nosso total apoio.
   Durante a operação de investigação levada adiante pela Polícia Federal, em Governador Valadares, nosso irmão Jaider tem contribuído fornecendo documentos e comparecendo às audiências, prestando todas as informações que comprovam sua inocência e sempre cooperando para a elucidação dos fatos.
  No entanto, Jaider está sendo vítima de...". TEXTO COMPLETO

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tolerância religiosa na eleição municipal

opiniocia.blogspot.com

  A pouco mais de duas semanas para o início das campanhas eleitorais nos municípios, o Ministério Público (MP) da Bahia recomendou aos candidatos e aos partidos que respeitem, na propaganda eleitoral, a liberdade de crença religiosa.
  Segundo a recomendação, os candidatos a prefeito e a vereador não devem praticar a intolerância religiosa, o que incita o ódio, e devem evitar o preconceito contra qualquer religião, em especial, as de matrizes africanas, a exemplo do candomblé e da umbanda.
  Cabe aos partidos a fiscalização do conteúdo das propagandas políticas veiculadas em todos os meios de comunicação.
  O documento do Ministério Público leva em conta a possibilidade da repetição de um caso ocorrido em 2014, quando foi reportado ao Grupo de Atuação Especial de Promoção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação, do Ministério Público da Bahia, ato de intolerância religiosa praticado por um candidato.
  Outro fator citado na recomendação é a Constituição Federal, que assegura a todo brasileiro o direito à crença e ao livre exercício do culto religioso.
  O não cumprimento da recomendação pode gerar penalidades como a tomada de “providências cabíveis pelos Promotores Eleitorais e pelo Ministério Público do Estado da Bahia”, diz a recomendação.

  Texto extraído de http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/mp-da-bahia-pede-que-campanhas-respeitem-liberdade-religiosa

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Entrevista: Ivone Gebara (final)

gritosufocado.blogspot.com

  A senhora acredita que a igreja precisa repensar suas doutrinas?

  Primeiro, precisamos pensar o que é a igreja. Sempre que falamos  dela, pensamos nos bispos, nos padres, no papa, e eles são apenas funcionários dessa instituição. A igreja sou eu, é você, é o povão. A mesma coisa é quando a gente fala do Brasil. O Brasil não é só a prefeitura, o governo do estado, o governo federal. É a diversidade de pessoas e grupos que constituem a nação brasileira. Agora, sinceramente, não espero grandes mudanças do governo da igreja.  Eu acredito, sim, que as pessoas que pensam diferente e querem seguir a tradição de Jesus em qualquer igreja precisam começar a se organizar, a fazer pressão. A mudança não virá de cima. Não acho que a autoridade político-religiosa vá mudar. Nós é que temos que mudar.  É uma luta? É, e não se pode ter medo. Se queremos, façamos.

  Falando em governo, atualmente temos diversos políticos que são líderes religiosos no poder. A senhora acha perigoso misturar religião e política?

  É bastante perigoso juntar religião e política, principalmente porque, aqui no Brasil, os políticos acham que podem falar em nome de Deus. Eles têm que olhar qual a necessidade do povo. É claro que podem ter convicções religiosas, mas não usar o nome de Deus ou a Bíblia para atingir seus interesses. Partilhar o pão, dar de comer a quem tem fome, vestir os nus, dar de beber a quem tem sede, visitar os doentes e prisioneiros são a base do cristianismo, mas eles não praticam. Eles só usam a religião quando os interessa. Sacam de textos e palavras dizendo que foi Deus quem disse. Essa articulação é que é nefasta.

  CLIQUE AQUI para ler a entrevista completa. Extraído de http://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1776561-o-governo-da-igreja-nunca-respeitou-totalmente-as-vidas. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

“Não se esqueçam de nós”, índios Guarani-Kaiowá fazem apelo para a IEAB

Na última semana, membros da IEAB fizeram parte da Missão Ecumênica em favor dos direitos dos povos indígenas.


A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, fez parte pelo segundo ano consecutivo da “Missão Ecumênica” em parceria com a CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CIMI – Conselho Indigenista Missionário, CEBI – Centro de Estudos Bíblicos e CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil. No ano passado, a exploração de terras de forma ilegal feita por madeireiros, latifundiários e grandes fazendeiros evidenciou a nível nacional um problema há muito tempo recorrente na região do Mato Grosso do Sul/MS sobretudo no assunto da demarcação das terras indígenas de diversas tribos, entre elas os Guarani-Kaiowá e os Terena, que mais foram afetados por uma forte onda de violência, desencadeando genocídio e a expulsão de centenas de pessoas das suas moradias.
Antecedentes
De acordo com informações do CIMI, nos últimos doze anos, mais de 500 índios cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados de forma brutal nas investidas de retirar as famílias das áreas de interesse para o agronegócio, que inicialmente pertenceram aos indígenas. Os órgãos ecumênicos e apoiadores da causa dos Guarani-Kaiowá salientaram na primeira vez em que a missão se reuniu, o interesse por uma CPI do Genocídio na intenção da investigação concreta desses abusos.
No dia 14 de junho, próximo da aldeia dos Guarani-Kaiowá no município de Caarapó, o agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, de vinte e três anos, foi morto a tiros, seis outros índios foram encaminhados com ferimentos graves também por armas de fogo para um hospital em Dourados/MS. Conforme comentado pelos moradores da área da fazenda Yvu, homens em caminhonetes, tratores e motos, estavam atirando para todos os lados.
Muitos dos indígenas ficaram juntos, mas uma grande parte se dispersou pelas regiões próximas para se proteger, o que está gerando conflito com os proprietários de terras. Clodiodi foi enterrado no mesmo local e agora é um símbolo da luta pela retomada das terras.
Dias 14 e 15 de Julho, retorno da missão: “N’handeru mandou dizer que vai ter resistência!”
A IEAB compareceu num ato público em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul, juntamente com os órgãos ecumênicos, para expressar seu apoio com a causa indígena, pedir que não haja mais assassinatos e conflitos com o povo da retomada de terras, que a cultura e a crença deles não sejam alvos de ameaçadas pelo poderio do agronegócio. Estiveram presentes Dom Flávio Irala, Bispo Diocesano de São Paulo e Presidente do CONIC, Dom Naudal Alves Gomes, Bispo Diocesano de Curitiba e Presidente da Comissão Nacional de Incidência Pública da IEAB, as missionárias da TEC que fazem parte do GT de Missão da IEAB, Monica Vega e Heidi Schmidt,  Vagner Mendes, membro do staff da Secretaria Geral da IEAB, Rev. Hugo Sanchez, responsável pela Missão da Inclusão em Campo Grande/MS juntamente com os paroquianos Emanuel, Lúcia, Cleide e Maria Helena, houve um momento muito forte, onde as tribos se cumprimentaram e dançaram juntas, os líderes religiosos foram acolhidos e puderam manifestar palavras de apoio aos índios e repúdio aos últimos acontecimentos, dançaram em conjunto, puderam conceder a bênção de acordo com a sua fé e depois um sacerdote indígena também abençoou os líderes ecumênicos, conforme sua tradição – N’handeru carrega o arquétipo de Criador – assim como o Deus revelado que conhecemos no cristianismo, ficou claro que todos somos um.
Encontro no Ministério Público Federal

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Testemunho da IEAB sobre a Missão Ecumênica aos Povos Indígenas


Nossa Igreja esteve presente na primeira Missão Ecumênica junto aos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. O Reverendo Luiz Gabas foi representando a Comissão Nacional de Incidência Pública e compartilha conosco sua experiência quando esteve lá em outubro de 2015.
Missão Ecumênica em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao CIMI
Sob a coordenação do CONIC, CESE e CEBI, organizações ecumênicas e Igrejas se juntaram para a Missão Ecumênica em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao Conselho Indigenista Missionário Brasileiro nas cidades de Campo Grande e Dourados, Mato Grosso do Sul, nos dias 7 e 8 de outubro de 2015. Éramos três os anglicanos presentes: o Bispo Flávio Borges Irala representando o CONIC Nacional, a Reverenda Magda Pereira o CLAI Brasil e eu, Luiz Carlos Gabas, a Igreja Episcopal  Anglicana do Brasil, por meio da Comissão de Incidência Pública. A violência contra os povos indígenas que habitam o Mato Grosso do Sul é secular. Tem se acentuado nos últimos tempos com o avanço do agronegócio que vê a terra como mercadoria, e não como mãe geradora de vida. Dentre esses povos indígenas, os mais sofridos são aqueles que habitam o chamado Cone Sul (municípios de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Maria João, etc..).  Sofrem os Terenas, sofrem outros povos, mas muito mais o Povo Guarani Kaiowá. Sob pressão e constantes ameaças, tem de sobreviver em pequenos espaços territoriais. A densidade demográfica inviabiliza qualquer possibilidade de qualidade de vida e impossibilita a produção de alimentos suficiente para toda população. As áreas ocupadas já estão degradadas, e nelas não há espécies animais e vegetais que possam contribuir na suplementação alimentar. As fontes de água estão contaminadas pelos agrotóxicos do agronegócio e pelos dejetos das cidades.  Alem do mais, os fazendeiros bancam uma milícia armada que age impunemente nos municípios que compõem o Cone Sul. Homens fortemente armados vão às comunidades Guarani Kaiowá com a clara intenção de intimidação. Fazem disparos, agridem, humilham homens e mulheres…  O relato de duas mulheres na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul retratam essa triste e real situação de violência: “De noite, homens armados invadiram nossos barracos. Mataram meu irmão… Feriram o cacique… Me arrastaram para longe com uma arma apontada para a cabeça… Fizeram ameaças, e depois cortaram meu cabelo…”
Campo Grande – 7 de outubro

quinta-feira, 14 de julho de 2016

IEAB enviará comitiva em solidariedade aos povos indígenas no Mato Grosso do Sul

Foto: CESE (2015)

Uma das pautas da Igreja, sem dúvidas, é o apoio pelos direitos dos indígenas que num histórico de repercussão nacional, estão sendo suprimidos com as ações ilegais dos exploradores de terra, sobretudo na região próxima a Dourados/MS, que acabou se tornando símbolo da luta dos Guarani Kaiowá. Juntamente com lideranças ecumênicas, uma comissão a nível provincial, representará a IEAB em defesa dos membros da reserva Caarapó que já registrou inúmeros atentados para com os nativos.
Em Campo Grande/MS, as atividades da IEAB se dão pela Paróquia da Inclusão, por meio do Rev. Hugo Sanchez juntamente com os paroquianos, que receberão os integrantes da comitiva:
- Dom Naudal, Presidente da Comissão Nacional de Incidência Pública.
- Dois membros do GT de Missão da IEAB.
- Um integrante do staff da Secretaria Geral.
Na programação está marcado um ato público com autoridades locais e lideranças indígenas no MPF, visita e auxílio na aldeia indígena de Caarapó e também um culto ecumênico com a participação das igrejas participantes da Missão Ecumênica. Este grupo que representará a IEAB se compromete com as causas da comunidade indígena, enviará informações e registros dos acontecimentos no decorrer da caravana e solicita que todas as comunidades de nossa Província brasileira rezem na intenção desse trabalho.

* Post reproduzido do Portal do SNIEAB.