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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

COMUNICADO EPISCOPAL

Crédito: Snieab - Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

   "É com muita tristeza, que venho comunicar, que apesar de alguns clérigos da nossa diocese afirmarem em documentos não oficiais da igreja (Aliança de Comunidades Anglicanas da IEAB) que não eram cismáticos, o Deão de nossa Catedral convocou uma assembleia na igreja, com o objetivo de romper com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, alegando achar que a mesma em 2018 irá aprovar o casamento de pessoas do mesmo sexo e que a maioria dos membros iriam sair, não tendo como sustentar a igreja. Uma demonstração de projeto pessoal, em que o motivo não é teológico, pois ambos já afirmaram que não teriam problemas de realizar o casamento, desde que a comunidade estivesse de acordo. O verdadeiro motivo é de ordem financeira. Com a presença de apenas um quinto da igreja na assembleia, em uma manobra, mudaram os estatutos da catedral e na mesma hora fizeram a eleição, onde a maioria decidiu seguir o Deão e sua auxiliar, rompendo com a IEAB. Sempre tive uma excelente relação com todas as pessoas da Catedral e estou me colocando à disposição para acolher a pastorear todos e todas que não concordam com essa atitude, em uma de nossas comunidades espalhadas pelo Nordeste. Desde já quero agradecer ao povo da Catedral, que de alguma maneira colaboraram com a nossa diocese. Que Deus vos abençoe"!

+ João Peixoto

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Reflexão

Imagem extraída de http://www.rgl.com.br/
   
       "A perda dos laços que nos unem, típica da nossa cultura fragmentada e dividida, faz crescer esse senso de orfandade e de grande vazio e solidão" - Papa Francisco.

domingo, 27 de novembro de 2016

Bispo Primaz comenta o Advento

http://sn.ieab.org.br/

  "Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo. Romanos 15:13
  Há exatamente um ano atrás, na minha mensagem de Advento, eu citava que vivíamos uma conjuntura caótica. Um ano depois nos deparamos com uma situação ainda mais difícil. A sociedade brasileira avança cada vez mais no caminho da divisão política e no desmonte dos direitos dos trabalhadores, aposentados, mulheres, educação, sem falar na falta de perspectiva com relação ao futuro que só aponta dores para os mais pobres.
  Parece até que Deus nos abandonou à própria sorte nestes caminhos tenebrosos. Vivemos como nos dias do Egito onde o povo de Israel clamavam do fundo do seu coração por justiça (Ex 2:23-25).
  Mas Deus..." TEXTO COMPLETO

sábado, 19 de novembro de 2016

Juventude Anglicana

Alunos Online - Uol

  "Como cristãos e cristãs, aprendemos desde os nossos primeiros estudos bíblicos que Cristo foi o maior humanista que existiu em toda a história, e pelas Escrituras confirmamos isso através dos relatos a respeito de todas as suas falas e atos sobre amor ao próximo e cuidado com os oprimidos em prol a justiça e honestidade. Entretanto, uma grande dificuldade enfrentada desde a época de Jesus, se encontram indivíduos que buscam o bem individual ao invés do bem comum, gerando um interesse movido a ganância e egoísmo em conveniência própria. Podemos até mesmo encontrar exemplos no cenário brasileiro atual como a PEC 55 e as ocupações estudantis.
  Com base neste tema, podemos comparar, por exemplo, a atual situação do nosso país com..." LEIA MAIS.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

JOVENS DA IEAB ESCREVEM NOTA DE REPUDIO CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


“… Eu vos escolhi, jovens, porque sois fortes, e a Palavra de Deus está em vós…” (I João 2:14).
Nós, jovens da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, abaixo assinados, repudiamos a decisão proferida na última terça-feira (31 de março) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados autorizando que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93 siga seu trâmite legislativo normal no Congresso Nacional. A PEC em questão tem como objeto reduzir a maioridade penal dos atuais 18 para os 16 anos de idade.
Em primeiro lugar, a medida em questão é constitucionalmente inviável, uma vez que compromete direitos e garantias individuais previstos na Constituição Federal de 1988, como os dos artigos 227 e 228, os quais reconhecem as crianças e os adolescentes como pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, inimputabilidade penal, e estabelecem que as medidas de responsabilização por atos infracionais devem ser específicas, não integradas ao código penal. O artigo 60 da Constituição define que é inadmissível emenda tendente a abolir esses direitos e garantias, a menos que seja convocada nova Assembleia Constituinte.
Além de desrespeitar a Constituição Federal, a proposição em questão vai contra a Doutrina da Proteção Integral do Direito Brasileiro, a qual exige que os direitos humanos de crianças e adolescentes sejam respeitados e garantidos de forma integral e integrada às políticas de natureza universal, protetiva e socioeducativa. Vai contra a Convenção sobre os Direitos da Criança e do Adolescente da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Declaração Internacional dos Direitos da Criança compromissos assinados pelo Brasil.
Ainda que diferentes interpretações doutrinárias entendam que seja possível atacar esses direitos fundamentais por meio de emenda constitucional, entendemos que a redução da maioridade penal não atinge o problema da segurança pública em seu cerne e tem, na realidade, o potencial de aumentar os índices de violência.

É importante destacar que os menores que cometem crimes violentos estão ou nas grandes periferias ou na rota do tráfico de drogas e são vítimas dessa realidade. Atualmente, roubos e atividades relacionadas ao tráfico de drogas representam 38% e 27% dos atos infracionais, respectivamente, de acordo com o levantamento da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente. Já os homicídios não chegam a 1% dos crimes cometidos entre jovens de 16 e 18 anos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mensagem de Quaresma do Bispo Primaz: “De quem somos anjos?”

“E os anjos o serviam” Mc 1,13
Minha última viagem a Londres tem me trazido a oportunidade de refletir sobre as pessoas que carregam consigo as marcas da rejeição e da exclusão. A Consulta sobre o tema da superação da violência sexual contra as mulheres e a experiência de assistir um morador de rua chorando por ajuda acompanhado de seu fiel cão de estimação numa das ruas do centro financeiro londrino me fizeram aprofundar ainda mais um senso de deserto que percebo em nossa sociedade. O deserto é solidão, carregada de temores e de dores. O próprio Jesus viveu a experiência do deserto e precisou ser confortado pelos anjos. Para ele, o teste da resiliência lhe exigiu a própria exaustão física e também espiritual. Sua fidelidade ao Pai, no entanto, foi compensada pela ajuda dos anjos (Mc 1,13).
Então aqui vai a pergunta que não quer calar: de quem temos sido anjos? Estamos cercados de tanta gente que vive um deserto pessoal, em meio aos desafios da sobrevivência, encalacrados num sistema que tudo consome e que pouco dá em troca; e quando dá, geralmente não é coisa perene.
O que temos feito diante disso? Estamos sendo anjos de verdade? Quando foi a última vez que tivemos a sensibilidade de nos incomodar com a injustiça? Estamos realmente prontos para o exercício da solidariedade para com as pessoas excluídas? Faz parte da cultura de nosso sistema as pessoas demonstrarem que estão bem, que são bem sucedidas, que estão sempre em ascensão….
No fundo a realidade não é assim. Nossas ruas e praças estão cheias de pessoas que vivem um terrível deserto. Eu não vou enumerar aqui os grupos porque são numerosos. Até os vemos, mas instintivamente não os enxergamos. Podemos ser anjos e levar conforto e autoestima a essas pessoas, lutar por seus direitos e ser voz para as pessoas silenciadas. Transmitir a elas o amor de Deus. Levar as Boas Novas.
Que esta Quaresma se converta em período de profunda avaliação de nossa missão no mundo. Que possamos entender o verdadeiro significado da Cruz assinalada em nossa testa com cinzas. Que possamos nos sentir a inequívoca interdependência com nossos semelhantes e que possamos servi-los e confortá-los como sempre desejamos que nos façam a nós quando vivemos os nossos próprios desertos.
A Igreja existe para servir o mundo. Vamos nos tornar anjos?
++Francisco
Bispo Primaz da IEAB
Fonte: http://sn.ieab.org.br/

domingo, 16 de dezembro de 2012

3º Domingo do Advento


Ventos, calai-vos
Nuvens, chuvei
árvores nuas, acolhei 

Águas dos céus
Descei
Fecundai
Inundai esta terra
terra árida e sequiosa

Silenciosamente
Espreitai e esperai
Mesmo de noite, esperai
Ele aí vem
Bate secretamente à porta
Como quem chama,
Fica à espera

“Se Me abrires entrarei e cearei contigo”

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ser Anglicano(a) é:


Ser anglicano (a) é pertencer a uma família internacional, intercultural e interracial que, por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último rincão da Terra.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Doutrinas Básicas da Fé Anglicana

O Anglicanismo expressa a sua fé nas palavras de dois grandes credos históricos do cristianismo: o Credo Apostólico e o Credo Niceno, que foram escritos no tempo da igreja indivisa e constituem a confissão normativa da fé católica ainda hoje.

Para os anglicanos, as Sagradas Escrituras contêm toda a doutrina necessária para a salvação e nada que nelas não possa ser lido ou provado pode ser tido como artigo de fé ou necessário para a salvação.

sábado, 16 de junho de 2012

Pensando a educação – Parte 1


A greve dos professores da rede estadual baiana de ensino completa, nesta sexta-feira (15), 66 dias de duração. Enquanto o governo não aceita o reajuste salarial de 22,22% pedido pela categoria, o cumprimento da carga horária letiva pode estar ameaçado. Além disso, infra-estrutura da escola pública e plano de carreira, por exemplo, são questões que continuam sem uma solução satisfatória.

Carta Pastoral de Dom Sebastião Armando por ocasião do XXVIII Concílio Diocesano

AO REVERENDO CLERO, AO MINISTÉRIO PASTORAL AUXILIAR, ÀS LIDERANÇAS LEIGAS E A TODO O POVO DA DIOCESE

ALEGRIA E PAZ NO SENHOR!

1. Estamos a celebrar nosso Concílio Diocesano, a grande festa da Diocese, quando toda a Igreja se congrega mediante suas representações. Além de tratar do que diz respeito a questões da vida quotidiana, reunimo-nos para orar em conjunto, invocar a assistência do Espírito Santo e para simplesmente nos rever, nos abraçar, conversar e confraternizar e, assim, fortalecer os laços de fraternidade e unidade.

2. Este Concílio tem um significado particular. Seu objetivo é projetar a Igreja para o futuro. Depois das tribulações pelas quais temos passado; depois deste atual período em que o foco tem sido a cura de feridas e a restauração de nossa comunhão e da esperança; chega o momento de proclamar o que queremos de nosso futuro nesta região, desenhar de maneira mais nítida qual deve ser a vocação do Anglicanismo no Nordeste do Brasil.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Carta do Bispo Primaz da IEAB sobre a Rio+20

A Igreja Anglicana e a Rio+20

“Tomou, pois, o Senhor Deus a humanidade
e a colocou no Jardim do Éden
para cultivar/servir e guardar”
(Gênesis 2:15)


No contexto  da reflexão sobre o cuidado com o planeta, diante do gemido da natureza  e na certeza de que cada pessoa, em sua diferente realidade, precisa se envolver e desenvolver ações concretas de cuidado com a Criação, convido a Comunhão Anglicana a comprometer-se rumo à Rio +20 – Conferência da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável –  através da participação na Cúpula dos Povos, entre os dias 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro/Brasil.

A Rio+20  fechará  um importante ciclo iniciado na Eco-92. A Cúpula dos Povos, movimento da sociedade civil organizada, poderá proporcionar um reencontro com o centro da fé cristã, expresso no amor incondicional do Criador para com a Criação, através de um presente e um futuro justo, ético, transformado e sustentável. Ou simplesmente, poderá passar ao largo das nossas vidas, mantendo a hegemonia daqueles que querem o lucro fácil à custa da sangria da natureza e dos povos empobrecidos e excluídos.

sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem Episcopal de Páscoa

“Quem rolará para nós a pedra da boca do sepulcro?”
(Marcos 16:3)

Páscoa é inicio de novo tempo, é marca da caminhada cristã e é tempo (kairos) de renovação da fé e esperança.

No Domingo da Paixão, momento de gritar Hosana nas alturas! Momento de sentir o caminho do compromisso, já não há tempo para recuar, já não existe oportunidade para desistir, o tempo é de assumir o que Cristo tem nos chamado: quem quiser seguir-me negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga (Mateus 16,24).

O exemplo do Cristo define as condições para ser discípulo. Não há preço, negar a si mesmo, é fugir do egoísmo e viver o caminho do Cristo, que é de serviço, de paz, de justiça e de amor.

Mensagem de Páscoa

“Verdadeiramente o Senhor ressuscitou. Aleluia!”

Estamos a celebrar a Páscoa. Ainda ressoa em nossos ouvidos o que escutávamos ao iniciar a Quaresma: “Lembra-te, ser humano, que és pó e em pó te hás de tornar”. A expressão “ser humano” é bem apropriada. “Humano” vem de húmus, do barro da terra. “Humildade” é perceber a verdade do próprio ser, aceitar profundamente que não passamos de húmus, um punhadinho de matéria sólida mergulhado em quase tudo água, que nosso estágio final é servir de pasto a plantas e animais, ao tornarmo-nos de novo barro da terra.