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sexta-feira, 20 de julho de 2018

AnglicanAfro

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos (Mt 5: 6)

Reverendo Adriano Portela dos Santos

No XXXII Concílio Diocesano da Diocese Anglicana do Recife (DAR), realizado em 2017, fui convidado para uma conversa com Ronaldo Sales, Antônio Amaro Nascimento, Revda. Lilian Conceição e Alexsandro, sobre os negros e as negras na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Perguntava-se por qual razão não temos um discurso sistemático sobre a afrodescendência dentro da Igreja e planejava-se fazer algo para mudar essa realidade.

Transcorrido um ano desde então, infelizmente não fomos para a frente com os nossos propósitos; no entanto, a provocação permaneceu em meu coração. Estive no XXXII Sínodo da IEAB (2018), em Brasília, com essa provocação estalando na mente e cheguei a perguntar a alguns sobre o assunto em sua realidade eclesial.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou um cristão anglicano (I)

Adriano Portela
Ontem, 14 de junho, completei um ano como anglicano pleno, isto é, como alguém que foi recebido oficialmente como membro da Comunhão Anglicana. Esperei um ano até ser recebido oficialmente na Igreja, o que significa que participo efetivamente há 02 anos na comunidade anglicana.
O que é a Igreja Anglicana? A designação se remete ao termo latino “Ecclesiae Anglicana” utilizado pela Igreja Católica Romana para se referir à Igreja da Inglaterra. Quando Henrique VIII, acompanhando a avalanche reformista do séc. XVI, declarou a autonomia da Igreja da Inglaterra em relação à Sé Romana, manteve-se a designação Igreja Anglicana para essa comunidade de fé que, daí em diante, passou a se entender uma Igreja católica reformada.  Razão pela qual não faz sentido perguntar se ela é uma igreja católica ou protestante.

Na manhã do dia 14 de junho de 2015, quando o Bispo da Diocese Anglicana do Recife, Dom João Peixoto Câncio Filho, perguntou a mim: “Crês que esta Igreja é parte da verdadeira Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica de Cristo”?, renovei tranquilamente minhas promessas batismais e professei o Credo Apostólico porque não se tratava de renunciar à fé católica, mas de assumir um novo modo de vivê-la. Já não sob a forma romana, mas sim sob a forma anglicana, que é enriquecida pelas transformações suscitadas na Reforma Protestante, que, inclusive, foi absorvida em grande parte pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).